POLÍCIA DE ISRAEL IMPEDE CARDEAL DE CELEBRAR MISSA DE RAMOS EM JESUSALÉM
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| (crédito: foto reprodução "IA" /AFP datada em 23/04/2025) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 18h33 deste domingo, 29 de março de 2026.
Segundo o comunicado é a primeira vez "em séculos"
que ocorreu um impedimento do gênero
Na manhã deste Domingo de Ramos, 29 de março, a polícia
israelense impediu o Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista
Pizzaballa, juntamente com o Custódio da Terra Santa, Pe. Francesco Ielpo, de
entrar na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, enquanto se dirigiam para
celebrar a Santa Missa.
A informação foi divulgada em comunicado conjunto pelo
Patriarcado Latino e pela Custódia da Terra Santa. Impedir a entrada de
autoridades que “ocupam as mais altas responsabilidades eclesiásticas” é
descrito como “uma medida claramente irracional e gravemente desproporcional”,
além de “precipitada e fundamentalmente errada”, representando “um grave
afastamento” da razoabilidade, da liberdade de culto e do respeito ao Status
Quo.
Pizzaballa e Ielpo foram detidos no trajeto, “enquanto
seguiam de forma privada”, sem caráter de procissão, e obrigados a voltar.
Segundo o comunicado, é “a primeira vez em séculos” que líderes da Igreja são
impedidos de celebrar a Missa do Domingo de Ramos no Santo Sepulcro, criando
“um grave precedente” que ignora a sensibilidade de fiéis em todo o mundo.
O texto destaca que, mesmo com as restrições impostas pelo
conflito, os líderes religiosos sempre atuaram “com plena responsabilidade”,
cancelando encontros públicos, limitando a participação e garantindo a
transmissão das celebrações a milhões de fiéis.
Diante do ocorrido, o Patriarca e o Custódio expressaram
“profundo pesar” aos cristãos na Terra Santa e no mundo, lamentando que a
oração em um dos dias mais sagrados tenha sido impedida.
Para este domingo, está previsto que o cardeal conduza uma
oração pela paz no Santuário do Dominus Flevit, no Monte das Oliveiras, com
bênção sobre Jerusalém. Não haverá presença da imprensa, e a cobertura será
feita pela agência Reuters. A tradicional procissão do Domingo de Ramos também
havia sido cancelada devido ao conflito.
Em mensagem anterior, o cardeal afirmou que a guerra impede
uma celebração plena da Páscoa, “uma ferida” que se soma a outras, mas
ressaltou que “nenhuma escuridão, nem mesmo a da guerra, pode ter a última
palavra”.
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Com informações Instagram @vatcannewspt.
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