A FERA QUE PROTEGE OS CÉUS BRASILEIROS FAZ 1100 DISPAROS POR MINUTOS E ATERRORIZA OS ARGENTINOS; CONFIRA

O Guepard IA2 é a principal arma antiaérea autopropulsada do Exército Brasileiro (crédito: foto reprodução "IA" Sociedade Militar)


Por: Alvaro Neves.

Postagem publicada às 17h30 deste domingo, 22 de março de 2026.

Do radar de busca de longo alcance à precisão do radar de tiro, conheça a tecnologia que faz do Gepard 1A2 o guardião absoluto das tropas blindadas do Exército Brasileiro.

A defesa antiaérea assumiu um papel central nos conflitos modernos, impulsionada pelo uso massivo de drones e sistemas aéreos remotamente pilotados (SARP). Diante desse cenário, a Viatura Blindada de Combate Antiaérea (VBC AAe) Gepard 1A2 se consolida como um escudo indispensável para as tropas blindadas brasileiras.

Recentemente, durante a Operação Punhos de Aço 2025, o Exército Brasileiro testou a eficácia do sistema no Campo de Instrução Barão de São Borja (RS). O exercício simulou ataques de saturação, exigindo que as guarnições operassem no limite técnico do equipamento para garantir a sobrevivência da Brigada Niederauer em marcha.

Testado em combate, como na guerra da Ucrânia, o Gepard 1A2 é dotado de dois canhões Oerlikon de 35mm. Juntos, esses armamentos alcançam uma cadência de 1100 tiros por minuto, criando uma barreira de fogo capaz de neutralizar ameaças em baixa altura a até 5 km de distância.

O Desafio da “Invisibilidade” nos Radares e a necessária habilidade humana

A tecnologia do Gepard conta com radares de busca e de tiro que, em condições ideais, automatizam o engajamento. Entretanto, a Operação Punhos de Aço revelou desafios reais com alvos confeccionados em materiais de difícil detecção, como isopor, que possuem baixa Seção Reta Radar (RCS), tornando-os quase “invisíveis” aos sensores eletrônicos.

Para vencer essa limitação, os militares brasileiros aplicaram o método de busca manual e designação ótica. Utilizando periscópios e corrigindo a trajetória dos disparos em tempo real, os atiradores demonstraram que a habilidade humana continua sendo o diferencial contra drones stealth e tecnologias de baixo custo.

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Essa versatilidade é o que torna o Gepard uma arma de elite, já provada em campos de batalha recentes, como na Ucrânia. O domínio do processo manual garante que, mesmo sob forte interferência eletrônica, o céu brasileiro permaneça protegido por uma força que vem do alto.

Proteção Blindada e Mobilidade

O Gepard compartilha o chassi do Leopard 1, o que lhe confere a mesma mobilidade e proteção das tropas que ele defende. Essa integração é vital em uma “marcha para o combate”, onde a velocidade e a capacidade de manobra definem quem domina o terreno.

A presença dessa “fera” nas Brigadas Blindadas, em caso de uma intriga militar na América latina, desencorajaria muito incursões de aeronaves como o IA-58 Pucará, da Argentina, que precisariam entrar no envelope de tiro do Gepard para realizar seus ataques rasantes. É a garantia de que o poder de fogo terrestre do Brasil não será silenciado por ameaças vindas do céu.

As Diferenças entre os olhos eletrônicos do Gepard

A eficiência da VBC Gepard 1A2 repousa na coordenação entre seus dois radares distintos, cada um operando em faixas de frequência específicas para funções complementares. O radar de busca, que opera na banda “Echo” (2,3 a 2,49 GHz), é o responsável pela vigilância constante do horizonte, possuindo um alcance que varia de 750 metros a pouco mais de 15 km.

Sua principal característica é a capacidade de detectar alvos maiores a longas distâncias, sendo pouco afetado por condições climáticas adversas, como chuva ou neblina, o que garante a localização antecipada das ameaças aéreas antes que elas iniciem o mergulho de ataque.

Por outro lado, o radar de tiro, operando na banda “Juliet” (15,5 a 17,5 GHz), assume a função de rastreio preciso assim que uma ameaça é identificada pelo radar de busca. Com um alcance de até 15 km, este sensor é otimizado para seguir alvos de menores dimensões e fornecer ao computador de bordo dados cruciais como distância exata, azimute e altura. É este radar que gera os elementos de correção necessários para que os canhões de 35mm executem o disparo com precisão matemática, garantindo que o volume de fogo de 1100 tiros por minuto não seja apenas intimidador, mas realmente letal.

Radar de busca e radar de tiro do Gepard IA2

Embora a tecnologia de radares seja o “cérebro” do Gepard, a versatilidade do Exército Brasileiro em operar o sistema de forma manual garante a soberania dos céus sob qualquer condição. A combinação de um radar de busca persistente, um radar de tiro preciso e uma guarnição altamente treinada mantém a VBC Gepard 1A2 como a peça fundamental na defesa de nossas brigadas blindadas.


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Com informações Revista Sociedade Militar. 

 

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