ROGÉRIO CORREIA PEDE CONVOCAÇÃO DE CLÁUDIO CASTRO E IBANEIS ROCHA À CPMI DO INSS
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| (crédito: foto reprodução "IA" para ilistração do texto) |
Por Alvaro Neves.
Postagem publicada às 22h30 desta segunta-feira, 26 de janeiro de 2026.
No requerimento que trata do Distrito Federal, o parlamentar
afirma que, no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal, o nome
de Ibaneis Rocha surge como um dos principais interessados na aquisição do
Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O documento registra que Daniel
Vorcaro, controlador do banco, declarou em depoimento prestado à Polícia
Federal, em 30 de dezembro de 2025, ter tratado pessoalmente com o governador
do Distrito Federal sobre negócios envolvendo o Banco Master e o BRB.
Segundo o texto apresentado à CPMI, o BRB chegou a injetar
mais de R$ 16 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025. Desse montante, cerca
de R$ 12 bilhões teriam sido utilizados na aquisição de carteiras de crédito
que não pertenciam ao banco e que, posteriormente, se mostraram desprovidas de
lastro. O requerimento também destaca que Vorcaro teria informado aos
potenciais compradores sobre os problemas de liquidez da instituição e sobre o
uso da solidez do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como elemento para
viabilizar os negócios.
O documento cita ainda informações do próprio INSS, segundo as quais o Banco Master mantinha mais de 254 mil empréstimos consignados contratados por aposentados e pensionistas. Em entrevistas à imprensa, o presidente do INSS, Gilberto Waller, afirmou que o órgão identificou grande volume de reclamações e indícios de irregularidades, o que levou à suspensão de novas operações do banco nesse segmento.
No caso do Rio de Janeiro, o requerimento de convocação de
Cláudio Castro concentra-se nos investimentos realizados pelo Rioprevidência.
De acordo com o texto, o fundo previdenciário estadual aplicou R$ 970 milhões
em papéis do Banco Master. Auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Rio de
Janeiro (TCE-RJ), realizada no início de 2025, já havia apontado
irregularidades no Plano Anual de Investimentos, como a ausência de aprovação
dentro do prazo legal e a falta de limites claros de alocação por emissor.
O requerimento ressalta que, antes mesmo da liquidação do
Banco Master pelo Banco Central, o TCE-RJ havia comunicado ao governo estadual
a existência dessas irregularidades. Ainda assim, segundo o texto, as
aplicações foram mantidas.
O então presidente do Rioprevidência acabou exonerado após
ser alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal, diante da
avaliação de elevado risco e de finalidade incompatível das aplicações com os
objetivos do fundo, voltado à aposentadoria complementar dos servidores
públicos.
Rogério Correia: ‘depoimentos são fundamentais’
Outro ponto enfatizado no documento é que, conforme o
regulamento do Fundo Garantidor de Créditos, os valores aplicados por fundos de
investimento, como os recursos do Rioprevidência, não são cobertos pelo
mecanismo de proteção. Para Rogério Correia, esse aspecto reforça a gravidade
das decisões tomadas e o potencial impacto sobre o pagamento futuro de
aposentadorias e pensões.
Ao justificar os pedidos, Rogério Correia afirmou ao ICL
Notícias que o caso Banco Master envolve uma rede ampla de relações políticas,
financeiras e religiosas que ainda precisam ser devidamente apuradas.
“Sobre o Banco Master, tem muita coisa a ser investigada. A
relação, por exemplo, do pastor Zettel, que era o braço direito do cara com a
questão do crédito consignado, e algumas igrejas como a Igreja da Lagoinha, que
tinha inclusive um banco que provavelmente foi parte do investimento do Banco
Master e da roubalheira dos recursos de consignados de aposentados dentro desse
banco da Igreja da Lagoinha. Isso vai envolver pastor Zettel, vai envolver o
apoio que deram a Nikolas Ferreira, vai envolver pastor Valadão e assim por
diante”, afirmou.
O deputado explicou que a convocação dos governadores se
insere nesse contexto mais amplo de apuração.
“Duas outras questões também são essenciais e por isso eu
apresentei o requerimento: a convocação do governador Ibaneis Rocha, porque ele
viabilizou e se reuniu com o Banco Master, facilitando inclusive essa relação
do crédito consignado, e a questão previdenciária do Rio de Janeiro, onde o
governador Cláudio Castro também fez investimento de fundo da Previdência, de
trabalhadores, garis, professores, tudo para dentro do Banco Master para ajudar
Daniel Vorcaro. Essas relações são relações que precisam ser de fato
investigadas”, disse.
Segundo o parlamentar, o estreito entrelaçamento entre o
Banco Master, fundos de previdência e agentes públicos torna os depoimentos dos
governadores fundamentais para o regular andamento das investigações conduzidas
pela CPMI do INSS.
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Com informações ICL Notícias.




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