MARAES PROÍBE MANIFESTAÇÕES E ACAMPAMENTO EM FRENTE À PAPUDINHA
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| (crédito: foto reprodução para ilustração do texto) |
Por: Alvaro Neves.
Postagem publicada às 21h09 desta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026.
De acordo com a decisão, manifestantes que já estão no local devem ser removidos imediatamente e podem ser presos se resistirem.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal
Federal), proibiu nesta sexta-feira (23) a realização de manifestações no
entorno do Complexo da Papuda, incluindo o núcleo em que o ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL) está preso, conhecido como Papudinha.
De acordo com a decisão, manifestantes que já estão no local
devem ser removidos imediatamente. Moraes também autorizou prisão em flagrante
a quem resistir a deixar o espaço.
A medida foi tomada após um pedido da PGR (Procuradoria-Geral
da República). Segundo a procuradoria, um grupo de apoiadores de Bolsonaro
montou acampamento em frente ao complexo prisional e instalou barracas e faixas
pedindo anistia e liberdade para o ex-presidente.
A PGR também citou a convocação da “Caminhada da Paz”,
organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O ato é um protesto
contra a atuação do STF e deve chegar a Brasília no final de semana.
Ao analisar o pedido, Moraes afirmou que o direito de reunião
e a liberdade de expressão não são absolutos e não podem amparar práticas
abusivas ou que coloquem em risco a ordem pública, a segurança nacional e o
funcionamento das instituições democráticas.
O ministro ressaltou que manifestações não podem se confundir
com acampamentos ilegais de caráter golpista, como os que antecederam os
ataques de 8 de janeiro.
Na decisão, Moraes destacou ainda que a área ocupada é
considerada de segurança máxima, localizada nas proximidades de uma
penitenciária federal, por onde circulam escoltas de presos e autoridades, o
que exige atuação preventiva do Estado.
"O exercício dos direitos de reunião e manifestação não
pode ser confundido com o propósito de repetir os ilegais e golpistas
acampamentos realizados na frente dos quartéis do Exército, para subverter a
ordem democrática e inviabilizar o funcionamento das instituições republicanas,
em especial o STF, que culminaram na tentativa de Golpe de Estado, em
8/01/2023", afirma Moraes na decisão.
“O Estado Democrático de Direito é inegociável”, escreveu o
ministro, ao afirmar que não se pode repetir a omissão de autoridades que
permitiram acampamentos ilegais em frente a quartéis do Exército antes da
tentativa de golpe.
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Com informações CNN Brasil.



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