IMPORTANTE: AUTORIDADES DE SAÚDE DE CABO FRIO FAZEM ALERTA À POPULAÇÃO SOBRE A TUBERCULOSE
O diagnóstico e o tratamento devem ser feitos nas unidades básicas de saúde do município. Quanto mais cedo a doença for detectada, mais rápida será a cura, evitando complicações e até a morte do paciente
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um terço da população mundial seja portador do bacilo de Koch, bactéria causadora da tuberculose. O Estado do Rio de Janeiro apresenta os piores indicadores nacionais, com 72 casos para cada 100 mil habitantes. Em Cabo Frio, apesar de estar sob controle, a doença ainda é motivo de preocupação para as autoridades de saúde pública do município.
Segundo a coordenadora do Programa Municipal de Tuberculose de Cabo Frio, Veleida Imbiriba, de janeiro até agora, foram registrados 46 novos casos da doença. No ano passado, no mesmo período, foram notificados 59 casos de tuberculose. Em 2014, no total, foram notificados 129 casos.
– Temos hoje 88 pacientes em tratamento no município. Muitos abandonam o tratamento no meio do caminho, o que é prejudicial, porque apesar de ter cura, o bacilo vai ficando mais resistente cada vez que o tratamento é interrompido – explicou Veleida.
No Estado do Rio, a tuberculose está relacionada a “bolsões de pobreza”, em locais com grande concentração de unidades habitacionais sem acesso à ventilação e à luminosidade, como ocorre nas favelas - quadro que facilita a propagação de doenças respiratórias. Os municípios mais atingidos são Rio de Janeiro, São João de Meriti, Duque de Caxias, Paracambi e Japeri, justamente aqueles com maior adensamento populacional. Em Cabo Frio, a doença também tem maior incidência em localidades mais carentes, onde as moradias são próximas, o que dificulta a circulação de ar e a entrada de luz. Outro dado importante é que a doença atinge principalmente os homens, na faixa etária entre 20 e 39 anos.
– A tuberculose é uma doença infectocontagiosa, mas ela depende do sistema imunológico do paciente. De cem pessoas com a bactéria, apenas 10 ficarão doentes – disse.
O diagnóstico e o tratamento devem ser feitos nas unidades básicas de saúde do município. Quanto mais cedo a doença for detectada, mais rápida será a cura, evitando complicações e até a morte do paciente. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde, em uma ação de seu departamento de Vigilância em Saúde, vem trabalhando para ampliar o tratamento de combate à tuberculose. Além do PAM de São Cristóvão, também foram criados polos no Hospital Municipal Otime Cardoso dos Santos, no Jardim Esperança, e no PAM de Santo Antônio, em Tamoios.
Seguir o tratamento à risca também é importante para o paciente se ver livre da doença. Durante seis meses, a recomendação é não descuidar da dose diária de remédios. Segundo Veleida Imbiriba, também é preciso eliminar o estigma que a doença ainda carrega.
– Muita gente ainda acha que é feio e sente vergonha de dizer que está doente. Tem pessoas que procuram unidades de saúde longe de suas residências para que os vizinhos não tomem conhecimento da situação. Por isso, é importante informar a população, para evitar o diagnóstico tardio e fazer com que as pessoas infectadas não tenham vergonha de procurar as unidades de Saúde para se tratarem – alerta.
Texto: Alexandra de Oliveira | Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Saúde
Fotos: Til Santos

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