OPERAÇÃO REVELA MAIOR DÍVIDA FISCAL DO PAÍS: ENTENDA COMO GRUPO SONEGOU R$ 26 BILHÕES
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| (crédito: foto reprodução "IA" para ilustração do texto) |
Postagem publicada às 16h53 desta quinta-feira, 27 de novembro de 2025.
Grupo Refit mantinha relações com empresas investigadas na Operação Carbono Oculto e utilizava fundos estrangeiros para lavar dinheiro.
A Receita Federal do Brasil (RFB) deflagrou nesta
segunda-feira (27/11) a Operação Poço de Lobato, que tem como alvo principal o
grupo Refit, considerado na investigação como o maior devedor de impostos do
país, com mais de R$ 26 bilhões em dívidas no total. O grupo mantinha relações
com outras empresas investigadas na Operação Carbono Oculto e, assim como elas,
também atuava no setor de combustíveis.
Foram cumpridos 126 mandados de busca e apreensão aos
supostos envolvidos no esquema em quatro estados (São Paulo, Rio de Janeiro,
Minas Gerais e Bahia) e no Distrito Federal. Além da Receita, também atuam na
operação órgãos ligados ao estado de São Paulo, além das Polícias Civil e
Militar dos outros entes da federação.
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o Comitê
Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo (Cira/SP)
bloquearam mais de R$ 10,2 bilhões em bens dos envolvidos na operação, como
imóveis e veículos, como medida cautelar.
De acordo com a Receita, as investigações apontam que a Refir
movimentou mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano, por meio de empresas
próprias, fundos de investimento e offshores, com o objetivo de ocultar lucros.
O grupo, que tem como núcleo o Rio de Janeiro, controla outras empresas
financeiras e utiliza estruturas internacionais, como uma exportadora, para
blindagem patrimonial.
Com dinheiro de formuladoras e distribuidoras vinculadas ao
grupo, importadoras atuavam como terceiros para lavar dinheiro na compra de
diesel, nafta e hidrocarbonetos de fora do país. No período de 2020 a 2025, a
Receita Federal identificou a importação de mais de R$ 32 bilhões em
combustíveis pelos investigados na Poço de Lobato.
A Refit ainda foi alvo da Operação Carbono Oculto, que também
tinha o objetivo de investigar empresas que atuavam no setor de combustíveis
para lavar dinheiro. No âmbito dessa operação, os órgãos retiveram quatro
navios que continham aproximadamente 180 litros de combustível. Por conta
disso, a refinaria do grupo foi interditada pela Agência Nacional de Petróleo
(ANP), que identificou uma série de irregularidades.
Segundo a Receita, a blindagem dos recursos fraudulentos
ocorria por meio de uma grande operadora financeira que atuava como sócia de
outras instituições que também prestavam serviços ao grupo. A empresa maior
seria uma espécie de “mãe”, enquanto que as menores que eram controladas pela
principal seriam as “filhas”. Desde o segundo semestre de 2024, esse esquema
movimentou mais de R$ 72 bilhões.
Os recursos ilícitos eram reinvestidos em negócios,
propriedades e outros ativos por meio de fundos de investimento, de acordo com
a Receita Federal. Essa é uma prática muito utilizada nos esquemas de lavagem
de dinheiro, por dificultar o rastreamento e dar uma cara de legalidade às
movimentações. As investigações apontam que há 17 fundos ligados ao grupo, que
somam um total de R$ 8 bilhões em patrimônio líquido.
Às 11h, pelo horário de Brasília, nesta quinta-feira, a
Receita Federal concede uma entrevista coletiva para explicar mais detalhes
sobre a Operação Poço de Lobato e os novos passos das investigações.
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Com informações Correio Braziliense.



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