ATENÇÃO: ‘ANVISA MANDA RECOLHER LOTES DE SABÃO LÍQUIDO POR BACTÉRIAS’ - QUAIS OS RISCOS?
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| (crédito: imagem reprodução "IA" para ilustração do posto) |
Postagem publicada às 21 horas desta sexta-feira, 28 de novembro de 2025.
Empresa responsável pelo produto detectou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes de lava roupas
A Anvisa determinou nesta quinta-feira (27) o recolhimento de
produtos da marca Ypê usados para lavagem de roupas, por risco de contaminação
biológica por bactéria encontrada em alguns lotes.
A empresa Química Amparo, responsável pelo produto, detectou
a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes de lava roupas líquidos.
Os produtos que devem ser recolhidos, segundo divulgado pela Anvisa são:
Lava roupas líquido Ypê Express (lotes 170011, 220011,
228011, 203011, 181011, 169011, 169011, 205011 e 176011);
Lava roupas líquido Tixan Ypê (lotes 254031 e 193021);
Lava roupas líquido Ypê Power Act (lotes 190021, 223021 e
228031).
Determinação da Anvisa também prevê a suspensão da
comercialização, distribuição e uso dos lotes especificados. A resolução foi
publicada hoje no Diário Oficial da União.
Procurada, Química Amparo, pertencente à Ypê, diz que “já
havia identificado a necessidade do recolhimento [dos produtos] e comunicado ao
mercado”. Em nota, a empresa afirmou que divulgou informações sobre os produtos
em questão em todos os canais oficiais da marca. Ressaltou que “a publicação da
Anvisa está diretamente relacionada às análises realizadas pela própria
empresa”, e acrescentou que “trata-se de uma medida preventiva e cautelar,
aplicada a 14 lotes específicos de lava-roupas”. Por fim, alegou que o risco à
saúde dos consumidores “é baixo” (leia mais do posicionamento abaixo).
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Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Foto: Agência Brasil)
- Risco à saúde
Bactéria localizada em produtos pode causar infecções que
variam de “externas leves” a “distúrbios sérios”. A conclusão é de um artigo
publicado no Manual MSD, do laboratório Merck Sharp & Dohme.
Segundo o documento, a contaminação por Pseudomonas
aeruginosa pode afetar desde ouvidos e coro cabeludo até pulmões e válvulas do
coração.
Infecções que podem ser causadas pela Pseudomonas aeruginosa
são diversas. Entre elas, estão: otite [infecção no ouvido] externa, também
conhecida como “ouvido de nadador”, otite externa maligna (com implicações mais
graves), foliculite, feridas na pele e infecções oculares, em músculos,
tendões, ligamentos, gordura, pele, trato urinário, ossos, articulações ou na
corrente sanguínea.
Riscos aumentam para pessoas com quadros clínicos graves ou
hospitalizadas, segundo laboratório. Os sintomas, conforme o MSD, variam
dependendo da área do corpo infectada e e tendem a ser mais severos em pessoas
debilitadas, com diabetes ou fibrose cística, com doenças graves e sob
tratamentos que enfraquecem o sistema imunológico, como em pacientes com câncer
ou órgão transplantado.
“Infecções por Pseudomonas aeruginosa variam de infecções
externas pequenas a distúrbios sérios com risco de morte. (…) Essas bactérias
podem infectar o sangue, a pele, os ossos, os ouvidos, os olhos, as vias
urinárias, as válvulas cardíacas, os pulmões, assim como feridas”, diz trecho
de artigo do Manual MSD (versão para pacientes).
Bactérias Pseudomonas, incluindo Pseudomonas aeruginosa
“estão presentes em todo o mundo, no solo e na água”, ainda segundo
laboratório.
“Elas são favorecidas por áreas úmidas, como lavatórios,
sanitários, banheiras de hidromassagem e piscinas com cloro inadequado, e
soluções antissépticas vencidas ou inativadas”. Às vezes, segue o laboratório,
essas bactérias também estão presentes em axilas e genitais de pessoas
saudáveis.
Contaminação ocorre mais comumente em hospitais. Isso porque,
em unidades de saúde, as bactérias muitas vezes estão presentes em pias,
soluções antissépticas e recipientes usados para coletar urina de cateter de
bexiga, ainda segundo o MDS.
- Diagnóstico e tratamento
Diagnóstico é feito por cultura de sangue e outros fluidos
corporais. Ainda de acordo com o MSD, a amostra é então enviada a um
laboratório para identificação da bactéria.
Tratamento inclui aplicação tópica de antibióticos na área
afetada, no caso de infecções externas leves, ou por via oral ou intravenosa no
caso de inflamações internas mais sérias. Um médico deverá ser consultado para
a confirmação do diagnóstico e prescrição dos medicamentos.
Química Amparo alega que “risco ao consumidor é considerado
baixo”. De acordo com a empresa, isso se dá “segundo a autoridade sanitária e
considerando as características normais de uso do produto (diluição em água e
ausência de contato prolongado com a pele)”.
- Recolhimento de produto capilar de outra marca
A Anvisa também determinou hoje o recolhimento de todos os
lotes de produto capilar de outra marca.
Segundo o órgão, o Smart Hair Micro – Smart Gr, da empresa
Klug Indústria Química e de Cosméticos, foi regularizado “de forma irregular”
como cosmético pela fabricante. Isso porque, conforme a Anvisa, o produto
“possui características que induzem o usuário à aplicação e ao uso de forma
invasiva, ou seja, além da camada superficial da pele e cabelos”, o que “não se
enquadra como cosmético”.
Além do recolhimento, foi proibido pelo órgão a
comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e o uso do produto.
A reportagem tentou localizar a fabricante do produto para
esclarecimentos. O texto será atualizado em caso de futuros posicionamentos da
empresa.
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Com informações Agência Brasil.




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